É, quando o coração aperta,
o corpo se arrepia... não é fácil, quando é impossível deixar de fazer mal pra
si, mesmo entendendo o mal incurável que determinados males irão te causar, e de
qualquer forma procurando compreensão, significa o quanto rancoroso e magoado
você está.
Como diz aquela certa
música: “Não aprendi dizer adeus”, é a maneira mais fácil de expressar, o
sentimento entalado no peito, é difícil gritar quando a garganta está fechada
pelo choro, é inimaginável seguir em frente, sem o que lhe é fundamental para
viver, mas o que a vida não nos dá agora, ela nos mostra um melhor caminho a
seguir. Mostra que a nossa capacidade de amar o próximo, é maior do que a de
amarmos a nós mesmo, entende se que sofre aquele que cultiva sofrimento, hoje
eu entendo que sofre aquele que ama.
Como é possível lutar com
esse rancor? É possível? Vivo me perguntando ‘coisas” assim, lutando contra
algo que não sai de dentro do meu ser, nem por todas as orações dos mais
fanáticos religiosos do mundo. Quanto mais o tempo passa, fico experiente em
ter lágrimas pelo rosto, deixo aqui o mais puro sentimento, para alguém que já
sentiu como é participar desse amor.
Após anos de luta contra
esse câncer no coração, não a doença, me refiro como câncer esse amor, que
destruiu parte de tudo que já pude ter, de felicidade, me sinto imóvel e pela
primeira vez verdadeiramente abatido, abalado, sem forças, e relembrando
grandes momentos desde o início de tudo até hoje, um dia triste, frio, e sem o
brilho de outrora, sem poder ser feliz.


